sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

APOCALIPSE 6

Vamos trabalhar inicialmente com as profecias do Apocalipse de forma seriada tendo em vista a quantidade e abrangência dos elementos em questão. Dividiremos em três partes principais, de 1 a 7, 8 a 14 e 15 a 22. Veremos que cada série pode ser vista não somente como parte do conjunto mas também como pequena versão praticamente completa, mesmo independente, evoluindo progressivamente sem comprometer a mensagem principal. A idéia de holograma aqui nos faz pensar. Isto porque na parte inicial serão apresentadas as trombetas, os selos e as sete igrejas, referindo-se a advertências e conselhos, recompensas e dificuldades ao povo de Deus e o anúncio dos castigos e dramas futuros para os apartados. Enfocados principalmente nos capítulos de 4 a 7. Na segunda série esta visão é retomada por João com novos esclarecimentos mais detalhados, como as pragas, as bestas, a mulher, e os escolhidos; na terceira e última, novos elementos são apresentados de forma mais conclusiva e revelada, o armagedom, e o destino final dos justos e impios. Em todas partes os mesmos elementos estão presentes de forma característica, em harmonias com os contextos acentuando o estilo e novas informações.

Nesta primeira parte o céu e as criaturas espirituais são apresentadas e relatadas em sintonia com os profetas e os livros do hebraico. Não nos deteremos neste momento às descrições e explicações da linguagem escolhidas, exigem argumentos específicos que nem sempre colaboram para fácil acesso a mensagem principal desta etapa. Ficará mais simples em outro momento futuro após o entendimento da concordância destas passagens com o livro de Daniel. Nestes primeiros capítulos já estão presentes a perseguição aos santos, heresias, os mártires, as feras, o leão e o urso, o sonho da árvore e as quatro palavras, assim será interessante voltarmos para esta direção.

Todo estudo será feito neste espaço, no blog, acrescentado diariamente neste mesmo artigo, intitulado Apocalipse 6, os links necessários aqui serão colocados e sugeridos. A parte conclusiva será Apocalipse 7, artigo independente posterior, tendo em vista a relevância, a complexidade da profecia e extensão dos comentários sobre a mesma. O trono, doze tribos e a grande multidão.

Nossa análise e linha de pesquisa é a literal, pois assim começamos com Daniel, as figuras ali envolvidas tiveram uma correspondência objetiva, unívoca e inequívoca com datas e personagens de nossa história, de babilônia espiritual, seus filhos e filhas, consultas em vários sites e fontes mais diversas até o momento possíveis. Apenas fazemos uma ressalva para a última fera, que arbitrariamente, mas a título apenas de ilustração, denominamos de (Drakon), já acrescentamos os parênteses, pois o autor não faz nenhum a referência sobre algum animal que conhecemos, apenas uma descrição genérica sobre o mesmo. Diversa de alguns eruditos e religiosos que a vinculam diretamente, literalmente, a Nero de Roma, ou Diocleciano, por exemplo, enfim a algum personagem tirano da história dos primeiros cristãos, ou à própria Roma. Uma senhora irresponsabilidade ao nosso ver, pois é evidente a violação de conteúdo da obra tendo em vista que já estamos a vinte séculos deste obscuro cumprimento.

Qualquer crítica ou comentário será bem-vindo.

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ORION-URSA - SITE
APOCALIPSE TRIDIMENSIONAL
OS QUATRO CAVALEIROS - KNOL
SOBRE OS NUMEROS DO APOCALIPSE
SOBRE O ALFA E OMEGA
OS SETES INICIAS
O NÚMERO SETE
QUADRO INICIAL E AS SETE IGREJAS
APOCALIPSE, DANIEL E PROFETAS
APOCALIPSE, MATEUS E APOSTOLOS
DANIEL E APOCALIPSE DIAGRAM COLOR


DANIEL 9 - TRADUÇÕES CONFUSAS
DANIEL 10 - TRADUÇÕES CONFUSAS
DANIEL 11 - TRADUÇÕES CONFUSAS
DANIEL 12 - TRADUÇÕES CONFUSAS
APOCALIPSE 7 - TRADUÇÕES CONFUSAS
APOCALIPSE 6 - Bloco de Notas
AS SETE IGREJAS - Bloco de Notas
SOBRE O ALFA E OMEGA - Bloco de Notas

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

APOCALIPSE - UM LIVRO LITERAL

Estamos começando os estudos relativos a segunda parte do livro de Daniel mas faremos uma pequena pausa para ver os seis primeiros capítulos do Apocalipse, assim acreditamos ficar mais claro algumas passagens mais dificeis encontradas nas setenta semanas, o abominador, os tempos, a ressurreição, os santos, entre outras, por exemplo.

Esperamos ter contribuido para compreensão das feras, babilônia, os sonhos e as épocas, trazendo uma realidade difícil, sim; mas em compensação esclarecido para aqueles exigentes quanto às questões mal explicadas por tantos gafanhotos que já aparecem secos, cambaleantes sobre a vegetação, tendo em vista seu curto ciclo de vida e suas mentiras.

O estrago foi grande, já começamos a tropeçar nos mortos pelas ruas, precisaremos de muita força, fé e oração enfrentar tanta frieza, resistência, oposição e descrença do mundo do abismo, guerras e confusão, indiferentes a qualquer sinal, ou manifestação amorosa da parte do Criador que jamais abandonará seu povo, mas também terá que fazer justiça e limpar o planeta.

Urgente mais e ainda mais uma vez lembrar que toda profecia será cumprida, que toda a verdade será dita e revelada, o próprio Deus tem providenciado, deve ser ouvida, acolhida, não há mais tempo para adiamentos ou pretextos pequenos frente à realidade difícil que se aproxima, como nunca antes. As tigelas se acumulam, agravam progresivamente, e a quarta não esfriará frente à quinta no trono. Quem se der ao trabalho de conhecer pelo menos um pouco as Escrituras verá que não se trata de exploração alarmista, não. Mas providência bondosa de Deus. O cronograma será cumprido, estamos apenas em Daniel, Zacarias, Ezequiel e encontramos avisos diretos a fase que estamos atravessando, citados como últimos dias, mais a frente um pouco e vai ficando bem mais complicado, sério, com Amós, Miquéias e assim por diante, até onde então resistirão os mais surdos?

Todo e qualquer esforço olvidado ainda será pequeno frente a tantas dificuldades, mas em muito será compensado, não só entender os avisos mas também fazer cada um sua própria parte, estaremos construindo passo-a-passo a própria salvação e de outros próximos talvez.


A sobrevivência não será questão de poder, dinheiro, status, ou coisa parecida, mas de fé, conhecimento, luta espiritual, e devoção. Conversão. Significando não apenas estar vivo, muito mais ainda, com direito ao milênio às suas portas. Esta é nossa principal mensagem para aqueles que já sairam do domínio do anticristo, das garras do falso profeta, ou ainda estão buscando o sabor, o brilho da verdade, que está fora de babilônia. Precisamos de união.
Babi e seus amantes não se entregarão facilmente.

Os Profetas de Javé são especiais, divinos, geniais, Ele providenciou assessores judeus para seu povo, outros nem tanto, mas a riqueza de suas mensagens deve ser procurada, valorizada e desejada como tesouro às nossas mãos, em qualquer parte da terra.

Vamos navegar no Apocalypse of John, com o Espírito Santo ficará mais fácil. Será mais lento e trabalhoso que Daniel em virtude de agora traduzirmos tudo para mais um idioma, o mais procurado na web, o inglês, ao qual temos domínio apenas razoável. Se alguém puder dá uma mãozinha será muito bem vinda.

Paz, fé e amor hoje para sempre. Em nome de Jesus.

Amém!





A SUJÍSSIMA TRINDADE

AS SETENTA SEMANAS

ORION-URSA






sábado, 24 de janeiro de 2009

APOCALIPSE - UM LIVRO LITERAL









7 Aos vinte e quatro dias do mês undécimo, que é o mês de sebate,
no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias,
filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:


8
Olhei de noite, e vi um homem montado num cavalo vermelho, e ele estava parado entre as murtas que se achavam no vale; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, baios e brancos.


9
Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.

10 Respondeu, pois, o homem que estava parado entre as murtas, e disse:

Estes são os que o Senhor tem enviado para percorrerem a terra.

11 E eles responderam ao anjo do Senhor, que estava parado entre as murtas, e disseram: Nós temos percorrido a terra, e eis que a terra toda está tranqüila e em descanso.

12 Então o anjo do Senhor respondeu, e disse: O Senhor dos exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as quais estiveste indignado estes setenta anos?

13 Respondeu o Senhor ao anjo que falava comigo, com palavras boas, palavras consoladoras.

14 O anjo, pois, que falava comigo, disse-me: Clama, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião.

15 E estou grandemente indignado contra as nações em descanso;

porque eu estava um pouco indignado, mas eles agravaram o mal.

16 Portanto, o Senhor diz assim: Voltei-me, agora, para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o Senhor dos exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém.

17 Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: As minhas cidades ainda se transbordarão de bens; e o Senhor ainda consolará a Sião, e ainda escolherá a Jerusalém.

18 Levantei os meus olhos, e olhei, e eis quatro chifres.

19 Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu:

Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.

20 O Senhor mostrou-me também quatro ferreiros.

21 Então perguntei: Que vêm estes a fazer? Ele respondeu, dizendo:

Estes são os chifres que dispersaram Judá, de maneira que ninguém levantou a cabeça; mas estes vieram para os amedrontarem, para derrubarem os chifres das nações que levantaram os seus chifres contra a terra de Judá, a fim de a espalharem.

1 No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar, uma palavra verdadeira concernente a um grande conflito;

e ele entendeu esta palavra, e teve entendimento da visão.

2 Naqueles dias eu, Daniel, estava pranteando por três semanas inteiras.

3 Nenhuma coisa desejável comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até que se cumpriram as três semanas completas.

4 No dia vinte e quatro do primeiro mês,
estava eu à borda do grande rio, o Tigre;

5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;

6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.

7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.

8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.

9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.

10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.

11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.

12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.

13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.

14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes.

15 Ao falar ele comigo estas palavras, abaixei o rosto para a terra e emudeci.

16 E eis que um que tinha a semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então abri a boca e falei, e disse àquele que estava em pé diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não retenho força alguma.

17 Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor?

pois, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, nem fôlego ficou em mim.

18 Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou.

19 E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste.

20 Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.

21 Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade;

e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe.



Tempos e tempos, o livrinho de Daniel agora, quase 2500 anos de
escritos, talvez o mais difícíl ainda das Escrituras, em função
das peculiaridades, da importância e elementos envolvidos. Presente e passado.
Considerando vários ângulos existentes no texto em todos teremos alguma dúvida.

O fator histórico sabemos é muito abrangente, mais ainda, Jerusalém não foi
destruida uma vez apenas neste período; considerarando o simbólico,
significado oculto, possível, desta palavra. O fator personagens e elementos
presentes como reis, feras, dias e ungidos, todos possíveis de vagas conotações.

Não permitem uma redução segura para eventos e acontecimentos tendo em vista
a grande quantidade de possibilidades e interpretações. Nesta senda até mesmo
uma palavra chave caiu do pergaminho, para a maioria das traduções, assim feito,
poderia ser traduzida por - pecado ou sucessor. Tantos milhares de versículos
para isso ocorrer e foi logo justamente aqui no meio destes quatro acontecer.

Como afirma uma das traduções católicas. Então podemos imaginar os desvios
causados pela inserção arbitrária, precipitada e equivocada de Cristo neste contexto.
O ungido está pela grande maioria traduzido por Messias, ou Cristo, Jesus Cristo,
todos que tomaram este caminho ao que parece pela literatura que encontramos ou
pelas vias públicas como a internet, até o momento, parecem estar fora de rota.

A menos que dias, meses e semanas não sejam lineares, pois o hiato até o momento
está em quase dois mil anos. Se este critério não precisa ser observado, então
certamente não temos nenhum princípio ou definição seguros a considerar.
O tempo não é tempo por nós dimensionado. Onde quiser, chegaremos perfeitamente.
Daniel deixa claro, algumas vezes, que os acontecimentos são para os últimos dias.

Temos ainda feras, reis, príncipes, animais e guerras. Mas falando em guerras não temos descrição clara de nenhuma batalha entre tropas e exércitos e considerando o período passado até os dias de hoje, sabemos, não faltaram conflitos, sangrentos e armados, alguns em grandes dimensões, como as duas últimas grandes guerras.

As feras e os animais não podem ser literais logo a dificuldade em configurar com
precisão o símbolo e à época relacionada, pois os reinos neste caso não são eternos,
trata-se de reinos humanos, muitos se foram e ao que parece até mesmo de pouca
duração ainda poderão surgir.

Os reis e reinos também sugeridos, como Tito, Nero, Ciro, Antíoco, Babilônia,
Roma e Grécia, entre outros, por exemplo, também não permitem aplicação
intocável, fechada, aos detalhes e pormenores citados nas passagens.

Príncipes, reis e ungidos não podem ser considerados apenas simbolicamente
pois observamos referência ao céu e a terra, anjos e arcanjos também presentes.

Se tomados literalmente então outros paralelos e concordâncias contribuem para
solução procurada. Se temos citações de nomes, como Dario, por exemplo,
embora tenha dois darios, Nabucodonosor, entre outros, tentar um desvio parcial
poderá ser detectado quando recorremos a outros livros e profetas como
Apocalipse, Ezequiel, Isaias, Zacarias e Jeremias são destaques neste caso.
Ficando o erro assim mais acentuado e passível de correção.

Os estudos e pesquisas históricos e arqueológicos também são favoráveis aqui.
Mas nenhuma citação substantiva, própria, denotativa neste caso, refere-se a
posteridade, assim como datas, nomes ou números, por exemplo.
Exceção apenas ao Messias, que poderia ser substituido então por Cristo,
citado em algumas traduções, em outras, Ungido-chefe ou lider.
Não é possível, do ponto de vista restritivo, aproximação entre ambos.

Cristo, redentor, libertador; Ungido-lider, ou príncipe líder, sem pecado ou sem
sucessor, talvez. Alguém terá que sair?

No NT apenas duas vezes encontramos a citação, alusão ao Enviado;
não como Líder.

Senhora língua. Sujeita aos vícios, virus, limites e pecadores.
Aberta assim a porta, os designios dos céus à proeza e caprichos dos filhos da terra,
aos filhos do homem e aos filhos de Deus.

Tivemos esta pequena introdução alguns meses atrás, junho passado, e agora retonamos com esta nova e intrigante reflexão sobre o Apocalipse de João, dividiremos em três partes para melhor entendimento. Hoje teremos como texto base e principal o capítulo 7 referente à visão do trono, os 144 mil e a grande multidão com vestes brancas. Assim tentaremos alcançar os sete primeiros capítulos de forma didática e facilitada, como uma introdução de todo o livro.
Mas que mesmo assim será bastante extensa.

A segunda principal referência será Daniel de 1 a 7 também, indispensável, analisado e revelado cada capítulo. Os Salmos de Davi, Isaias, o fabuloso Jó de Ur, dos hebraicos;
Mateus, João, Aos Hebreus, e Pedro, dos Gregos nos apoiarão neste primeiro momento, encontraremos Paulo somente na segunda parte próxima, referente aos filhos de Deus.
Assim avançaremos de forma mais acessivel, simples e segura.

Temos um quadro de links com os textos que ilustram e complementam os discursos
e argumentos aqui relacionados.


APOCALIPSE 6


site completo - estudos

Vamos juntos, passo a passo com João e Daniel.











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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

MARCAS & MARCAS

A religião do consumo



O "Financial Times", de Londres, noticiou que a Young & Rubicam, uma das maiores agências de publicidade do mundo, divulgou a lista das dez grifes mais reconhecidas por 45.444 jovens e adultos de 19 países. São elas: Coca-Cola (35 milhões de unidades vendidas a cada hora), Disney, Nike, BMW, Porsche, Mercedes-Benz, Adidas, Rolls-Royce, Calvin Klein e Rolex."
As marcas constituem a nova religião. As pessoas se voltam a elas em busca de sentido", declarou um diretor da Young & Rubicam. Disse ainda que essas grifes "possuem paixão e dinamismo necessários para transformar o mundo e converter as pessoas em sua maneira de pensar".
A Fitch, consultoria londrina de design, no ano passado realçou o caráter "divino" dessas marcas famosas, assinalando que, aos domingos, as pessoas preferem o shopping à missa ou ao culto. Em favor de sua tese, a empresa evocou dois exemplos: desde 1991, cerca de 12 mil pessoas celebraram núpcias nos parques da DisneyWorld, e estão virando moda os féretros marca Halley, nos quais são enterrados os motoqueiros fissurados em produtos Halley-Davidson.
A tese não carece de lógica. Marx já havia denunciado o fetiche da mercadoria. Ainda engatinhando, a Revolução Industrial descobriu que as pessoas não querem apenas o necessário. Se dispõem de poder aquisitivo, adoram ostentar o supérfluo. A publicidade veio ajudar o supérfluo a impor-se como necessário.
A mercadoria, intermediária na relação entre seres humanos (pessoa-mercadoria-pessoa), passou a ocupar os pólos (mercadoria-pessoa-mercadoria). Se chego à casa de um amigo de ônibus, meu valor é inferior ao de quem chega de BMW. Isso vale para a camisa que visto ou o relógio que trago no pulso. Não sou eu, pessoa humana, que faço uso do objeto. É o produto, revestido de fetiche, que me imprime valor, aumentando a minha cotação no mercado das relações sociais. O que faria um Descartes neoliberal proclamar: "Consumo, logo existo". Fora do mercado não há salvação, alertam os novos sacerdotes da idolatria consumista.
Essa apropriação religiosa do mercado é evidente nos shopping-centers, tão bem criticados por José Saramago em A Caverna. Quase todos possuem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas. São os templos do deus mercado. Neles não se entra com qualquer traje, e sim com roupa de missa de domingo. Percorrem-se os seus claustros marmorizados ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Ali dentro tudo evoca o paraíso: não há mendigos nem pivetes, pobreza ou miséria. Com olhar devoto, o consumidor contempla as capelas que ostentam, em ricos nichos, os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode pagar à vista, sente-se no céu; quem recorre ao cheque especial ou ao crediário, no purgatório; quem não dispõe de recurso, no inferno. Na saída, entretanto, todos se irmanam na mesa "eucarística" do McDonald´s.
A Young & Rubicam comparou as agências de publicidade aos missionários que difundiram pelo mundo religiões como o cristianismo e o islamismo. "As religiões eram baseadas em idéias poderosas que conferiam significado e objetivo à vida", declarou o diretor da agência inglesa.
A fé imprime sentido subjetivo à vida, objetivando-a na prática do amor, enquanto um produto cria apenas a ilusória sensação de que, graças a ele, temos mais valor aos olhos alheios. O consumismo é a doença da baixa auto-estima. Um são Francisco de Assis ou Gandhi não necessitava de nenhum artifício para centrar-se em si e descentrar-se nos outros e em Deus.
O pecado original dessa nova "religião" é que, ao contrário das tradicionais, ela não é altruísta, é egoísta; não favorece a solidariedade, e sim a competitividade; não faz da vida dom, mas posse. E o que é pior: acena com o paraíso na Terra e manda o consumidor para a eternidade completamente desprovido de todos os bens que acumulou deste lado da vida.
A crítica do fetiche da mercadoria data de oito séculos antes de Cristo, conforme este texto do profeta Isaías: O carpinteiro mede a madeira, desenha a lápis uma figura, trabalha-a com o formão e aplica-lhe o compasso. Faz a escultura com medidas do corpo humano e com rosto de homem, para que essa imagem possa estar num templo de cedro. O próprio escultor usa parte dessa madeira para esquentar e assar seu pão; e também fabrica um deus e diante dele se ajoelha e faz uma oração, dizendo: "Salva-me, porque tu és o meu deus!" (44, 13-17).
Da religião do consumo não escapa nem o consumo da religião, apresentada como um remédio miraculoso, capaz de aliviar dores e angústias, garantir prosperidade e alegria. Enquanto isso, Ele tem fome e não lhe dão de comer (Mateus 25, 31-40).
fonte: Ética Global